
A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) está em vigor, e para o laboratório ela pesa mais que para a maioria dos negócios: o dado de saúde é dado pessoal sensível. O risco não é só jurídico. Um incidente de privacidade arranha a confiança do paciente, e reputação demora a ser reconstruída.
Quem é responsável por quê
O laboratório é o controlador: decide quais dados coleta, para quê e por quanto tempo. A empresa do sistema atua como operadora, tratando os dados conforme as instruções do laboratório. Contratar um LIS não transfere a responsabilidade, mas um bom sistema facilita muito o cumprimento da lei.
Onde o LIS Bitlab ajuda
- Solicitações do titular: um formulário para o paciente formalizar pedidos sobre os próprios dados: confirmar se existem, corrigir, levar a outro serviço (portabilidade) ou pedir o esquecimento.
- Consulta de presença: um relatório que lista tudo o que o laboratório tem armazenado sobre o paciente, para responder ao titular com precisão.
- Portabilidade: rotina que exporta eletronicamente os dados do titular.
- Esquecimento: uma rotina própria de inativação, diferente de apenas desativar o cadastro: ela impede inclusive a consulta das informações do paciente.
- Termo de consentimento: a ficha do paciente permite imprimir o termo de consentimento LGPD para assinatura, junto com a ficha cadastral.
- Segurança básica de acesso: desativação automática após um período de inatividade, senhas complexas e exigência de troca periódica.
- Controle de acesso: usuários vinculados a grupos de trabalho (recepção, coleta, faturamento) e permissões por módulo, para que cada pessoa veja só o que precisa.
- Trilha de auditoria: o histórico de ações no cadastro permite saber quem fez o quê.
- Comunicação com respeito à vontade do paciente: quem pediu o esquecimento comercial ou bloqueou as comunicações é retirado das listas de envio.
- Resultado protegido: acesso ao portal por protocolo e senha, e aviso por mensagem sem o laudo anexado.
O que depende do laboratório
- Definir quem acessa o quê e revisar essas permissões quando alguém muda de função ou sai.
- Ter um canal para o titular pedir informações, correções ou a exclusão de dados, e responder dentro do prazo.
- Treinar a equipe. Sem a equipe envolvida, nenhum recurso do sistema garante conformidade.
- Registrar o esforço com plano de ação e atas: demonstrar que o tema está na pauta é um atenuante importante.
Este texto é informativo e não substitui a orientação do encarregado de dados ou da assessoria jurídica do laboratório.
Quer ver isso na prática? Agende uma demonstração do LIS Bitlab.
Agendar demonstração
Gestão · 5 min
Qualidade · 5 min